sábado, 24 de janeiro de 2015

Por amar demais...

Me deixa chorar a dor dos amantes.
Eu só quero chorar
a dor de quem ama confusamente,
desesperadamente,
impulsivamente,
Sem razão
Sem  porque,
Apenas por ter
um coração cego de paixão.

Renata Rabelo
Poetisa

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Tu és



Escrever-te é quase impossível.
A sutileza e a doçura com que caminhas, me faz lembrar as asas dos anjos.
Teu sorriso é como a fruta mais doce e fresca colhida no quintal.
A maneira com que falas me recorda a música mais adorável e tranquila.
O teu cheiro é como o jardim de flores na primavera: suave.
A tua pele é pluma, é macia feito algodão.
Para mim, tu és a mais perfeita moldura de Deus.
Tu és dos dias o mais lindo
Do sol, o mais brando.
Do meu amor, infinito.

Renata Rabelo

Poetisa

Ainda que me negues...

Ainda que me digas
Ainda que não me queiras
Ainda que me negues de todo, o seu amor
Continuarei a te amar.

Ainda que de tudo que a mim lembres, esqueça.
Que para sempre a mim, com o teu amor desapareças.
Ainda que na vida, na falta do teu amor eu me perca.
Continuarei a te amar.

Te amarei de todo o meu amor,
Pois é dele que a minha alma sobrevive.

Renata Rabelo
Poetisa
                                                                          


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Flores

E sob a tempestade que me dominava,
Olhei pela janela as flores no jardim.
É incrível como elas me dão a sensação de voltar à vida...

Renata Rabelo
Poetisa

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

DA POESIA incompleta...

Ninguém há de discordar,
todo poeta faz da dor a sua arte.
A mais bela de suas poesias,
sobrevive da falta de amor.
Que seria da poesia, 
se não fosse o pobre lamento do coração?
Que seria do poeta
se não fosse de todos os seus amores, 
a rejeição?

Renata Rabelo
Poetisa

Da poesia I

Que há de ser dessa vida
sem o sorrir da poesia,
que sem preguiça
segue seu caminho?

Renata Rabelo
Poetisa

domingo, 17 de agosto de 2014

Caderneta sem pauta

Caderneta sem pauta,
contemplo a brancura do teu papel
no desejo do desabrochar da poesia verdadeira
no jardim da alma minha.

Renata Rabelo
Poetisa

domingo, 13 de julho de 2014

Seguindo

Nas palavras
no borrar do papel,
alimento-me da minha poesia.
E é nesse intento,
Que me desfaço e me reinvento.
Quando no vazio do meu lamento,
sem alegria ou contento,
Sigo e só.

Renata Rabelo
Poetisa

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sem você

Se parares de me amar, meu bem
Na tua falta,
fugiria.
Navegaria mil mares a fio,
e então mergulharia.
Na imensidão,
sobre a escuridão,
nas profundezas buscaria.
Em ti,
nas lembranças a alegria.
No descompasso do meu choro,
no teu sorriso a fantasia.
E o meu amor,
que para sempre a ti entregaria
Ao mar,
a corrente enfim levaria
para nunca mais voltar.

Renata Rabelo
Poetisa

*Para o meu grande amor, Nicolas. 

sábado, 5 de abril de 2014

Da tua falta

Para sempre te esperarei, amor.
Por ti,
chorarei a saudade que em mim ficou.
Quero lembrar a cada instante do aconchego teu,
enquanto alimento a esperança da volta tua.

Renata Rabelo
Poetisa

sexta-feira, 14 de março de 2014

Saudade


Quero chorar a saudade...
Esperar que esse amor,
que ao meu coração invede
Aos teus braços, desabe
Como o raiar do dia.


Renata Rabelo
Poetisa

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Carência

Eis mais um dia
Em que da minha poesia
Expresso a solidão que comigo brinca.
Virando-me, 
as lágrimas agitam.
Ao frio que o meu coração abriga
Na espera, 
que um colo a mim aqueça,
mesmo que depois desapareça.
E por alguns instantes, se derreta
ao carinho meu.

Renata Rabelo
Poetisa

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Morena

Morena,
Esse teu cabelo enrolado
Vem comigo que eu desembaraço.
Enlaço o teu fio ao meu,
Misturo o meu cheiro no teu,
E desse jeito,
Prendo o teu coração ao meu,
Para nunca mais soltar. 


Renata Rabelo
Poetisa

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Lamento

Este ser que agora vos fala,
Sofre de alma calada,
Por usar-se à própria desgraça,
Despindo-se a qualquer fala
No sussurro de um qualquer que dispara
No carro, no quarto, na sala
Pelo simples prazer do corpo nu.

Renata Rabelo
Poetisa


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cansei de amor

Que este amor não vivido
Que carrego comigo escondido,
Seja esquecido,
Porque de dor, amigo
Eu cansei! 


Renata Rabelo
Poetisa