quinta-feira, 21 de março de 2013

Janela Aberta



Vento forte,
brisa fria,
céu nublado,
angústia no peito,
Deus do lado.
Medo.
Eu e a vida
que diante da minha janela
gritava
através da escuridão da noite.
Na folha rabiscada,
palavras sem nexo
de um com corpo
largado sobre o sofá da sala.
De repente,
me imagino um poeta,
daqueles que escrevem com a alma...
E olhando para mim mesma
já em risos
percebo que ainda sei brincar de sonhar.
Há, e os pensamentos ruins que tive a janela escancarar?
Esses,
agora vejo o vento levar
como mais uma noite a passar no
‘barulho silencioso’ desta cidade.

Renata Rabelo
Poetisa

3 comentários:

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    1. Não sabia desse seu dom amiga, prabéns de novo.
      Felicidades!Larissa

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