terça-feira, 30 de abril de 2013

A tua delícia


Mergulhei no azul dos olhos teus
E no mistério do teu sorriso
Encostei-me sobre a tua barba.
Roçando como um animal no cio
Cravei a minha boca em teu pescoço
E fiz da minha língua a tua delícia.

Renata Rabelo
Poetisa

Folha em branco

Nesta folha em branco
rabisco não o verso,
mas o canto
que se encerra em meu pranto
e sem demora. 

Renata Rabelo
poetisa

Das paixões que tive


Das paixões que tive
Restou-me apenas uma lição:
Depois que se acende o pavio
E se queima a pólvora,
O que sobram são apenas cacos.

Renata Rabelo
poetisa

domingo, 28 de abril de 2013

Do meu (des)amor, fez amor

Já escurecia
quando em um gesto simples,
segurou a minha mão.

Fez naquele instante
do seu coração, a minha casa.
E do seu abraço, o meu aconchego.

Fez da sua vida, a minha vida.
E no meu desamor, 
fez do seu amor, o meu amor.

Renata Rabelo
Poetisa 


Quando falam os gestos


Em meio a tantos sorrisos,
Faltavam-lhes palavras.

Em meio a tantos abraços,
Sobravam-lhes amor.

Em meio a tantas lágrimas,
Faltavam-lhes porquês.

Renata Rabelo
Poetisa

sexta-feira, 26 de abril de 2013

De você eu quero



De você eu quero o riso
O suspiro
O beijo
O desejo mordido.
De você eu quero o queixo
O jeito
O peito
O amor infinito.

Renata Rabelo
Poetisa

Cobertor



Quero agarrar-me às tuas bordas
Entrelaçar-me em tuas linhas
Aquecer-me em teu corpo
E amar-te em meus sonhos,
Cobertor! 

Renata Rabelo
Poetisa

Sereno



Abrindo o guarda-chuva
acolheu-a em seus braços
e juntos,
caminharam em silêncio,
pelo sereno da madrugada.

Renata Rabelo
poetisa

Solidão


Escureceu,
e já não se vê mais o azul do céu
nem a clareza do sol.
Agora,
a chuva cai,
e escorregando pelo meio fio
a cada gota
grita o seu grito de liberdade:
- Chuá-chuá!
O vento forte
carrega árvores de um lado a outro,
e canta sem parar um canto de desespero.
Da janela do pequeno apartamento
o seu olhar ao longe
denuncia:
Ela só queria um amor
e um pouco de carinho.
Um abraço apertado
e um sussurro baixinho. 

Renata Rabelo
poetisa

Eu sou o caos


Sigo entre a confusão de ser aquilo que penso que sou
E de ser quem sou, de fato.
Será que aquilo que penso que sou
É a ilusão daquilo que quero ser?
Ou apenas aquilo que penso que sou
é o medo de querer viver
o ser que quero ser
o ser que quero crer que sou? 

Renata Rabelo 
Poetisa

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Um oceano de amor


Mergulharei no mais profundo do teu mar.
Molhar-me-ei nas tuas águas gélidas,
Desvendarei teus abismos,
Estudarei os teus peixes,
E temerei tuas pedras.
E quando me faltar o ar,
No escuro do teu mistério, deixar-me-ei levar
Para a profundeza do teu amor, oceano. 

Renata Rabelo
Poetisa

O agradecer



Acho incrível como o universo,
sem ao menos nos avisar,
gira e gira sem parar,
nos deixando tontos só a pensar...
Nos encontros,
reencontros,
pedidas,
despedidas.
As boas lembranças que permanecerão.
E toda vez que nelas pensar,
um sorriso se abrirá
como o sol,
que brilha frente ao mar
e pouco a pouco vem dizer
que um novo dia começou.
Que há a fazer,
senão agradecer ao Criador
por toda a criatura,
por tanta beleza,
por tanta doçura.

Renata Rabelo
Poetisa 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Há que se viver...


Há que se contemplar a nudez do homem.
Há que se inventar para todo novo amor, um nome.
Há que se amar um amor divertido
E na vida atirar-se, sorrindo.

Há que se brindar a sutileza do acaso
E se jogar sem espera, sem atraso.
Há que se querer intensamente
E o instante viver, plenamente.

Há que se contemplar o sol a nascer
Há que se sonhar quando a noite, a lua trazer.
Há que se jogar nas ondas do mar
E sobre a maré cheia, aprender a flutuar.

Há que se lembrar de não esquecer
Que a vida é feito semente
Plantou, cuidou, nasceu gente.
Murchou, secou, o vento levou a vida da gente. 

Renata Rabelo
Poetisa

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Te rogo


Rogarei a ti
como quem faz uma prece.
Suplicarei no teu ouvido baixinho,
e pedindo carinho
me ajoelharei aos teus pés,
clamando.
Sobre teu olhar piedoso,
por milagre
me salvarei de amor. 

Renata Rabelo
Poetisa

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Desejo


Sob a tenda escura,
à luz da lua,
dois corpos brancos,
pela primeira vez a se encontrar
embriagam-se,
sem amor,
no torpor momentâneo
do querer.

Renata Rabelo
Poetisa

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Como um rio

Como um rio
Veio de mansinho
Passou devagarinho
E pronto.
Mergulhei!
Era transparente
Agua reluzente
Veio de repente
E pronto.
Viajei!
Nesta viagem
Chegou até mim
Foi então que senti
Um amor sem fim
E pronto.
Transcendi! 

Renata Rabelo
Poetisa