quinta-feira, 11 de abril de 2013

Há que se viver...


Há que se contemplar a nudez do homem.
Há que se inventar para todo novo amor, um nome.
Há que se amar um amor divertido
E na vida atirar-se, sorrindo.

Há que se brindar a sutileza do acaso
E se jogar sem espera, sem atraso.
Há que se querer intensamente
E o instante viver, plenamente.

Há que se contemplar o sol a nascer
Há que se sonhar quando a noite, a lua trazer.
Há que se jogar nas ondas do mar
E sobre a maré cheia, aprender a flutuar.

Há que se lembrar de não esquecer
Que a vida é feito semente
Plantou, cuidou, nasceu gente.
Murchou, secou, o vento levou a vida da gente. 

Renata Rabelo
Poetisa

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