terça-feira, 25 de junho de 2013

Amor velado

Com o corpo jogado
ao chão molhado,
lamentava, 
sem saber,
por não dizer,
que o amor que existia em mim,
existia em você.

Renata Rabelo
Poetisa

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Caminhar

São nas entrelinhas,
Que alinho a minha vida.
É por este caminho,
Que sigo, conduzindo o meu destino.
Darei agora o primeiro passo,
Iniciarei a jornada,
Nesta que é minha,
Que é também a sua estrada.
A cada nova placa,
Uma noticia recém-chegada.
A cada nova paisagem,
Uma vida, recém-começada.
A cada novo encontro,
Um pássaro cantando.
A cada novo perfume,
Uma flor desabrochando.
E eu a cada passo, pensando.
Estou ou não estou pronto?
Continuo seguindo...
Agora já não neste,
Mas por outro caminho.
As placas mudaram,
E os sonhos também,
Já não estou mais sozinho,
Preciso de alguém.
Pelas paisagens que vejo,
Tudo ficou diferente,
Passarinho beija flor,
Flor beija o coração da gente.
E na resposta enfim chegada,
A vida ensinou,
Que pronto estou,
Para um novo trajeto
Que agora iniciou.
Valendo...

Renata Rabelo
Poetisa

terça-feira, 18 de junho de 2013

Marmita

É dentro dessa marmita,
Uma vez esquecida,
Que lhe peço, querida
Que tanto se dedica,
Que guarde a comida tremida
A qual se tornou
A minha triste vida.


Renata Rabelo
Poetisa

Deixar ir

Necessitando-te,
Peço-lhe que fique.
Mas querendo que vá,
Não há o que questionar,
Pois quem não sabe se doar,
O coração entregar
Nunca aprendeu a sonhar,
E sem se importar,
Desconhece o que é amar.


Renata Rabelo
Poetisa

domingo, 16 de junho de 2013

Quando tudo for...














Quando tudo for tormenta,
Serei mansidão.

Quando chegar a tristeza,
Farei diversão.

Quando tudo for ódio,
Darei o perdão.

Quando não restar mais amor,
Plantarei coração.

Renata Rabelo
Poetisa

O toque

Da sua pele negra e
No seu delicioso cheiro
Foi me tocando,
Quando a minha nuca beijando
Arrepiou-me por inteiro.

Renata Rabelo
Poetisa

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Te consumirei, como queres

Ao absorver-te em meus sentidos,
Deixei-te consumir-me por inteira.
Comeu e bebeu do meu corpo,
Da minha pele
E sobre o meu lençol,
Extasiou-se quando pedi ao pé do ouvindo:
- Agrida-me!
Das sensações que preenchia cada quanto do quarto,
E de nossas articulações ao toque,
Arrepiávamos
E arranhávamos um ao outro
Feito gatos selvagens.
Até que na consumação do ato,
Jogamo-nos na cama
E rimos suados
E cansados do clímax enfim chegado.

Renata Rabelo
Poetisa

sábado, 8 de junho de 2013

Quem vai saber?

Neste jogo de bem-querer
Quem sabe dizer
O quanto de amor
Existe em mim
Em você?


Renata Rabelo
poetisa

Entre amigos

Mas porque se calar,
Querer camuflar,
Se sabemos o que há
Sem ao menos revelar?

É estranho eu sei,
Mas não há o que esconder,
O desejo é igual entre eu e você.  

Se iremos nos perder,
Não há como saber
Só o tempo nos dirá
Se for certo o querer.


Renata Rabelo
Poetisa

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Deleite

Tomado pelo desejo,
Agarrou-me depressa pela cintura,
E olhando-me fixamente,
Acariciou o meu rosto com a sua barba
Beijando-me longamente e como nenhum outro.
Entre devaneios,
Na minha loucura
Mordia os seus lábios,
Na tentava de matar a minha fome,
E arranhava as tuas costas
Ouvindo-te delirar em gemidos baixinhos.
Foi assim, que me puxando pelos cabelos
Jogou-me de 4 sobre o sofá dá sala
E encostou com vigor o seu órgão
Dizendo-me palavras atrevidas ao pé do ouvido,
Arrepiando-me por inteira.
Já no ato
Delirávamos entre suor, saliva e lágrimas
E uivávamos como dois lobos insaciáveis.
Até que por fim, gritamos
Do gozo enfim chegado.

Renata Rabelo
poetisa