quinta-feira, 13 de junho de 2013

Te consumirei, como queres

Ao absorver-te em meus sentidos,
Deixei-te consumir-me por inteira.
Comeu e bebeu do meu corpo,
Da minha pele
E sobre o meu lençol,
Extasiou-se quando pedi ao pé do ouvindo:
- Agrida-me!
Das sensações que preenchia cada quanto do quarto,
E de nossas articulações ao toque,
Arrepiávamos
E arranhávamos um ao outro
Feito gatos selvagens.
Até que na consumação do ato,
Jogamo-nos na cama
E rimos suados
E cansados do clímax enfim chegado.

Renata Rabelo
Poetisa

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