domingo, 25 de agosto de 2013

Amor urbano

Via-te nua.
Observava cada esquina do teu corpo,
E cuidadosamente atravessava-o,
Como quem atravessa uma rua.
Quase que involuntariamente
Minhas mãos deslizavam sobre a tua pele,
Como um trilho,
Pronto para o trem.
Nossos olhares fixavam-se
Como dois retrovisores,
E num vai e vem,
Como o dos elevadores,
Nossos tremores nos apossavam,
Misturando-nos como um liquidificador.
No barulho do motor,
O nosso amor se anunciou,
E enfim se concretizou,
Nesta cidade de pedra.

Renata Rabelo
Poetisa

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