quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Interior

Na escuridão,
Sobre o frio da madrugada,
Vejo a lua cheia esconder-se entre a neblina.
Nesta cidade,
Os únicos sons que se ouvem,
São os uivos de cachorros raivosos
E os cantos dos galos
Pendurados sobre as arvores nos terreiros.
Na esquina,
A fumaça sai da velha chaminé da padaria,
E já se sente aquele cheiro de café coado,
Que se mistura ao de mato molhado de sereno da noite.
O relógio tic-taca três e quarenta e nove,
E debruçado sobre a janela
Permaneço perdido nas velhas lembranças.
Recordações de quem a casa voltou,
Depois que tanto tempo ficou
Longe do aroma do interior,
Esse lugar que lhe criou.

Renata Rabelo
Poetisa

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