quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Simplicidade

Amava o obvio:
Livros, domingos, petiscos, rabiscos e meninos.
Amava araras, praças, massas, taças e garrafas.
Amava a chuva descalça, o mar, as aves, as flores,
Os novos e velhos valores,
Descontroles,
Conversores de dores em amores.  
Apreciava o nada,
O silencio acalentador da madrugada,
O frio que agasalha,
O abraço que acalma,
O sorriso que desperta a alma.
Essa mulher,
Por amar tudo tão descomplicadamente,
Foi confundida à própria Simplicidade.

Renata Rabelo
Poetisa

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